Hong Kong foi escolhida como a melhor cidade do planeta para se residir dentro de uma ampla pontuação donde se destacou a gestão do espaço público e na aplicação de políticas de mobilidade. A cidade tem a maior quantidade de arranha-céus do mundo: 1.224, mais que o dobro de Nova Iorque, nos Estados Unidos, a segunda colocada. Ao restringir a extensão da cidade, Hong Kong não desperdiça recursos com saneamento, eletrificação e pavimentação de áreas distantes. Investe em dar maior eficiência à infraestrutura existente.
Trago essas observações para o momento em que não poucos municípios ainda não atualizaram os seus planos diretores de acordo com determinação legal de ordem federal.
Com os resultados das recentes eleições, as câmaras de vereadores sofreram alterações de quantidade e na qualidade de seus membros. Aquela por vontade dos atuais vereadores e essa por expressa vontade dos eleitores.
Caberá à nova composição das câmaras dar definição aos projetos de alteração ainda pendente. Seria considerada uma prepotência e uma atitude soberba de que a “velha” câmara chamasse a si as decisões não tomadas no devido tempo. E se decisões não foram tomadas foi porque, possivelmente, ocorreu pouca convergência nos conflitos de interesses.
Além de mudança nas câmaras, também é de considerar a eleição de novos prefeitos consagrados pelo voto universal e que possam ter defendido possíveis alterações.
Mas, de qualquer forma, um plano diretor, como todo e qualquer plano, não é uma sentença fatal. Circunstâncias as mais diversas origem provocam permanentemente conjunturas que podem recomendar alterações de rota.

